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Imagem Pessoal com Joana Montenegro
Imagem Pessoal com Joana Montenegro

Imagem Pessoal com Joana Montenegro

Hey, Habib! A Revista Oka mergulhou no universo da imagem pessoal, um processo cuidadosamente estudado para transparecer a sua essência e estilo único em sintonia com a mensagem que deseja ser transmitida. Para nos auxiliar nessa temática convidamos Joana Montenegro, consultora de imagem pessoal. Confira essa entrevista repleta de informações, dicas e reflexões sob uma perspectiva profissional.

Sobre a profissional de imagem pessoal

Foto: Joana Montenegro

Sou Joana Montenegro, consultora de imagem pessoal. A consultoria de imagem é um processo de aprendizado, onde ensino quais elementos de moda – cor, tecidos, texturas, estampas, linhas, formas, maquiagem, cabelo, perfume – melhor representam as intenções da minha cliente. Normalmente, acontece em 6 encontros, em um total de 25 horas. Essa jornada é dividida em momentos investigativos e práticos, pra que possamos chegar a um entendimento profundo dos códigos do vestir. Além das consultorias personalizadas, ministro cursos de imagem pessoal e de cores.

Para além da minha profissão, busco harmonia entre trabalho e lazer. Tenho o propósito de tornar a vida das pessoas mais leve e feliz, sejam elas minhas clientes, alunas, amigas ou familiares. Questões humanas e de criatividade me interessam, por isso, estou sempre conectada à temáticas como desenvolvimento humano, literatura e arte. É no yoga que encontro centramento e onde me abro para crescer momento a momento. Acredito em pessoas independentes dispostas a trilharem os seus sonhos.

Como ter consciência do seu estilo e da mensagem a ser transmitida? Em que aspectos o profissional se baseia para essa descoberta?

Com uma auto observação da sua rotina, estilo de vida, análise de história pessoal, entre outros, é possível perceber qual mensagem deseja colocar para o mundo. Se está usando as roupas certas ou não para transmitir isso é outra história. Muitas vezes, as pessoas não sabem quais peças usar para comunicar o que esperam, só sabem que o que comunicam hoje não condiz com o que querem. É aí que entra o consultor de imagem, pra dizer o “como”, mas antes disso são feitos muitos os exercícios, entrevistas e análises técnicas. Até chegar a um acordo definitivo, eu e a cliente já tivemos uns 6 encontros, de, no mínimo, 4 horas.

Normalmente, são 20h a 25h de trabalho, por isso, passamos a dominar bem as intenções dela. Dito isso, acho que é importante desmistificar a ideia de que o profissional faz todas as descobertas sozinho. Esse é um processo feito a 4 mãos, é uma cocriação, demanda igual dedicação da cliente e da consultora, eu não posso dizer a ela como deveria ser. No caso, seria uma imposição, um trabalho de fora para dentro, o que não é sustentável, muito menos libertador. Essa não é a abordagem que uso, tenho o objetivo de promover a autonomia de quem me contrata, pra que ela se sinta confiante para caminhar sozinha na sequência.

Ao se perceber como marca, o que se deve levar em consideração quanto a imagem e estilo?

Imagem Pessoal com Joana Montenegro | Revista Oka
Imagem: via google

Antes de responder vamos pontuar três aspectos importantes: 1. todos nós somos marcas, se há um interesse de se trabalhar assim ou não é uma decisão e estratégia pessoal; 2. imagem e estilo não são impactados somente pela aparência; 3. uma vez que a pessoa se entende como marca, ela sabe que todas as escolhas dela comunicam, da caneta ao carro, de eventos a lugares que ela decide viajar. Tudo deve ser autêntico, claro, porém, estratégico, entende? E vale dizer que quanto mais genuíno, mais espontâneo, consequentemente, mais convincente – o que se traduz em confiabilidade, um grande ativo em se tratando de relações comerciais.

Quando reduzimos o espectro desse assunto para aparência, todos os elementos de moda são levados em consideração: corte e cor de cabelo, perfume, maquiagem, modelagens das roupas, tipos de tecidos, de texturas, de estampas, forma dos sapatos e bolsas, tipo de styling, acessórios, inclusive, detalhes como cor do esmalte. Vamos nos detalhes, que, por sinal, parecem insignificantes, mas no conjunto da obra fazem muita diferença. Outro ponto que considero essencial é definir o diferencial da marca, pra isso, vamos em buscar de valores pessoais, propósito do negócio, para agregar à imagem algo que seja único e que diga de forma direta o que a pessoa deseja comunicar.

Como exemplo posso me citar: eu amo arte e design. Dito isso, sempre privilegio peças de novos designers, algo autoral. Mesmo que minha base seja um jeans e camiseta, no meu visual terá um brinco, bolsa, sapato e/ou outros acessórios de alguma marca que ainda está despontando no mercado. Isso é naturalmente meu, faz parte do que acredito e da minha história.

O que é o círculo cromático e como usá-lo na hora de montar um look?

Imagem Pessoal com Joana Montenegro | Revista Oka
Imagem: via google

Círculo cromático é uma ferramenta facilitadora do uso de cores. É uma roda composta por 12 cores, sendo as 3 primárias (ciano, magenta e amarelo), as 3 secundárias (verde, violeta, laranjas) e as 6 terciárias (roxo-avermelhado, laranja-avermelhado, laranja-amarelado, verde-amarelado, verde-azulado, roxo-azulado). Através da disposição delas no círculo, é possível ir fazendo composições tidas como harmônicas: monocromáticos, análogas, complementares, tríade, duplo complementar, entre outras.

Para definir quais dessas harmonias usar, é interessante entender qual mensagem deseja transmitir, pois elas comunicam emoções e sensações diferentes. A quantidade de cada cor no look também pode mudar tudo. Eu, particularmente, oriento minha cliente a pensar além do círculo. Temos composições incríveis que não obrigatoriamente estão lá, mas pra isso é preciso exercitar o olhar e conhecer sobre teoria, história e psicologia da cor. Perder o medo e experimentar, ajuda.

Para entender a fundo o círculo cromático, clique AQUI.

Fale um pouco sobre a sua visão de as cores ocuparem um espaço físico e emocional.

Cores são comprimentos de ondas curtos ou longos, mas contínuos, em um jogo de luz e sombra. Cor é energia, só pode ser percebida quando se vive a experiência diferente de proporção e forma. E, o mais importante, é o elemento de design que mais engana, pois a medida que interage com outras e com as nossas próprias memórias passamos a enxergá-las de formas diferentes. Logo, o que vejo como laranja, outro vê como amarelo. Esse efeito físico e real, nos traz reações psicológicas. A justificativa é porque lemos e reagimos às cores com significados que nos foram ensinados através da história, da cultura, da religião, da mídia e até mesmo pela nossa formação biológica.

Para ser mais didática, acho interessante pensarmos nos figurinos de teatro e cinema ou em obras de arte. Como as cores são usadas para distinguir personagens, definir tempo, lugar e humores, mas também para nos despertar sensação de frio, de calor, de sujo, de limpo, de adstringente, de amor, de raiva, de velocidade, de energia, de diversão e tantas outras.
Para ser mais precisa, podemos comparar o vermelho puro com o azul clarinho. Percebemos que um é mais espaçoso e barulhento, causa mais agitação e nervosismo, já o outro é mais tranquilizante, fala baixo, ocupa menos espaço. Claro que é só uma sensação, mas cada pessoa tem o seu nível de tolerância a uma determinada cor.

Vivemos em mundo colorido - nem sempre foi assim - mas, hoje, se tudo está harmônico e nos agrada, temos a cor como algo garantido. Porém, quando nos falta ou nos parece inadequada, aí, percebemos sua presença, nem sempre com uma sentimento positivo. Por isso, da importância de saber articular cores com maestria.

O que são os sabotadores de imagem e como dribla-los?

Imagem Pessoal com Joana Montenegro | Revista Oka
Imagem: via google

Há algum tempo, eu diria que são peças que não representam o que você quer comunicar, seja porque estão manchadas, rasgadas, apertadas, datadas, seja por terem linhas, cores, formas, materiais e styling que não mais te atendem. Hoje, entendo que os principais sabotares de imagem estão na quantidade de informações equivocadas as quais temos acesso e em todos os preconceitos que vamos criando ao longo da vida. Alguns exemplos são: é preciso ter muita coisa para se vestir bem, é importante está na moda para ter uma imagem incrível, o que fulano vai pensar de mim se eu repetir roupa pela terceira/quarta vez, tá todo mundo usando, preciso ter.

O mundo mudou, nos livrar dessas crenças arcaicas que aprisionam e nos fazem reféns de uma estética e comportamento tão anterior aos anos 2000 é urgente. Afirmo sem medo que estamos 20 anos atrasados. Acredito que a melhor forma de driblar isso se desenvolver enquanto ser humano, buscar conhecimento, ser exigente, ter senso crítico apurado e se responsabilizar pelos próprios atos. Parece que não, mas tudo isso está diretamente ligado a como nos percebemos no mundo, logo, a como nos vestimos. Uma vez que o vestir é reflexo das nossas verdades.

Dica especial: Como usar a criatividade em um look de trabalho?

Podemos usar nossa criatividade em qualquer look, uma vez que esse é um talento universal e pode ser simbolizado por fazer algo de um jeito novo, até então ainda não feito. Logo, para uma resposta certeira, eu precisaria ter mais informações a respeito do trabalho e do nível de criatividade de quem veste. Existem muitas variáveis implicadas quando pensamos um look.

É simplista achar que toda criatividade se pauta na dramaticidade. Às vezes, um corte de cabelo contemporâneo, uma cor de sapato ou esmalte fora do comum ou até um mix de acessórios interessante já comunica a criatividade necessária para o ambiente e função da pessoa que está vestindo.

look mulher, look profissional, look mãe, look dona de casa, como unir todos os looks em um estilo único?

Imagem: via google

Meu modo de trabalho é pautado em entender preferências, linhas, formas, cores e materiais, bem como se fosse pensar o desenvolvimento de uma peça nova. Uma vez que decodificamos os elementos de moda que favorecem aquela mulher, repetimos essas diretrizes, formando a identidade visual dela.

Um exemplo prático: para uma pessoa que fica muito bem de tons frios e escuros, não faz sentido eu sugerir tons quentes e claros. Então, seja onde for, a ideia é ela privilegiar os que a favorecem. Se identificamos que seus pontos de destaque serão o rosto, a cintura e os pés, na hora do styling e da compra, são nessas áreas que vamos pensar com mais atenção. E assim vai, independente da atividade que ela esteja exercendo no momento.

Que tal ler ler sobre dicas de imagem pessoal e estilo? clique AQUI!

Acredito em imagem pessoal como a expressão mais genuína de quem somos. Não podemos subestimar a força de uma guarda-roupa que conta a história autêntica de uma mulher. Acredito que através dele podemos colocar a nossa visão de mundo e chegar a ambientes mais autênticos, criativos, livres e felizes.

Joana Montenegro – consultora de imagem pessoal

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