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Moda para mulheres plus size com Marta Barbosa
Moda para mulheres plus size com Marta Barbosa

Moda para mulheres plus size com Marta Barbosa

Hey, Habib! Com a pauta moda para mulheres plus size, convidamos a consultora de imagem e estilo, Marta Barbosa, uma mulher inspiradora que compartilhou conosco a sua visão sobre a abertura do mercado para atender ao público plus size feminino. Além disso, a profissional abordou 5 mitos sobre o universo da moda plus size, dicas valiosas especiais para a mulher cheia de curvas, além do seu posicionamento e opinião quanto às dificuldades enfrentadas pelas mulheres curvilíneas. Confira essa entrevista super especial!

Conheça a trajetória de Marta Barbosa

Conheça a trajetória de Marta Barbosa
Foto: Marta Barbosa (acervo pessoal)

Eu comecei a trabalhar com consultoria de imagem, após aposentada. Quando aposentei do serviço público, após 33 anos de dedicação, me pus a procurar atividades de que gostasse e, após tentar algumas outras, nas quais não encontrei realização (crochê, fazer bonequinhas, pintura), resolvi pela área da moda que sempre me atraiu e, mais certeiramente ainda, pela Consultoria de Imagem. Fiz o curso de formação na Escola Fashion Campus e, depois, fiz os cursos livres da Faap, de Cultura de Moda, de Consultoria de Imagem Feminina e de Moda, Filosofia e Arte: Diálogos para a Criação. Mais recentemente, fiz o Style Int, com a Ilana Berenholc, a precurssora da consultoria de imagem no Brasil.

A escolha pelo nicho plus size deu-se por serem as dificuldades desse universo, antigas conhecidas minhas. Além de eu querer usar o meu conhecimento para, de alguma forma, promover inclusão. Por alguns anos, eu mesma fui vítima das imposições estéticas. Após muitas tentativas nada saudáveis de tentar emagrecer, resolvi finalmente aceitar o meu próprio padrão, sem rebeldia nenhuma, de forma tranquila.

O Fortalecimento do próprio nicho

Não é fácil, vamos constar, as pessoas estão tão arraigadas aos padrões estéticos socialmente impostos, que não é raro que nos ofereçam dietas, nomes de nutricionistas, endocrinologistas, nutrólogos. Inquietam-se demais com uma estética a qual elas é que estão presas. Não raramente é preciso separar o que é um problema do outro, do que é um problema seu. Com a consultoria de imagem eu ganhei ferramentas que podem muito bem ajudar a pessoa a circularem com segurança e confiança no exercício de seus papéis (quais sejam de mãe, de profissional, de amiga, de esposa…) Por que, então não escolher, ou acolher, ou fortalecer o meu próprio nicho? A inclusão na moda, seja dos(as) gordos(as), seja dos magros(as), seja dos(as) cegos(as), dos(as) surdos(as), dos(as) cadeirantes… tem que ser uma preocupação latente, para já”!

Não podemos nos deixar vitimar pela indústria da moda, que de forma prática escolheu o biotipo mais propício ao seu trabalho. O mundo é muito mais diverso do que isso, graças a Deus! Somos todos seres únicos e com direito à passarela de nossas vidas.

O mercado Plus Size no Brasil

O mercado de moda para mulheres plus size vem crescendo no Brasil. Há que se observar, no entanto, que isso acontece muito mais no segmento on-line. Muitas das marcas populares, que agora acenam com uma linha específica para atender a este segmento, somente o fazem pelo comércio on-line. Quanto a padrões corporais diferenciados, em geral a moda também não trabalha com diferenciações. Um exemplo é o biótipo do corpo da brasileira, de quadris largos e cintura fina. No entanto, dentro da grade normalmente mais disponível (numeração 36 a 42), isso é mais fácil de resolver, com reparos, ajustes, ou truques de styling. O mesmo procuramos fazer, em questão de consultoria de imagem, com as peças em tamanhos maiores”, disse Marta.

5 Mitos sobre o universo da moda plus size

  1. Usar estampa desfavorece o visual: Mito. Estampas são bem-vindas. Se tiver receio de usá-las, escolha a parte mais estreita, considerando tronco e quadris.
  2. Listras somente na vertical: Mito. Na vertical elas realmente alongam o visual, mas nas listras o mais importante é evitar que elas fiquem distorcidas. Listras diagonais também podem ter um bom efeito. Evite as listras largas horizontais na parte onde tiver mais volume.
  3. Use preto pra não errar: Mito. Porque se limitar a uma cor, com tantas outras e maravilhosas? O uso do preto é um artifício de praticidade, mas dependendo do modelo deixa muito a desejar em termos de criatividade. Emagrece mais a modelagem, do que a cor da roupa, não obstante o preto contrair e o branco expandir. Outros tons escuros, como o marinho por exemplo, também comprimem, mas nada se compara ao sentir-se feliz e segura diante da escolha feita, independentemente de qualquer coisa.
  4. Não use nada justo: Mito. Depende do formato do corpo. Atenção, contudo, que justo não é apertado ou pequeno.
  5. Evite cores chamativas: Mito. Use-as na parte onde seu corpo for menos volumoso (considerando tronco e quadris, como falei nas estampas). A cor intensa vai valorizar a parte mais estreita do corpo. Use-as de acordo com o seu tipo físico. A parte que quiser valorizar, ou para gerar equilíbrio, é onde deve usar.

Dicas de estilo | Moda para mulheres plus size

  • Looks monocromáticos são refinados e alongam, caso o contraste entre os tons não seja grande.
  • O uso de terceiras peças (blazers, quimonos e jaquetas, dentre outros, abertos e cobrindo os quadris, em geral alongam o visual e denotam cuidado com a imagem. Observe a proporção de comprimento das peças no conjunto para que fiquem proporcionais.
  • Use acessórios, cor forte ou clara e estampas naquela parte do corpo sobre a qual você quer que recaia a atenção.
  • Sapatos de bico fino ou folha, altos ou baixos, alongam o visual; assim como o tom nude.
  • Livre-se do “se” e do “quando” e comece a ser feliz hoje! Nada é mais bonito e perfeito do que uma pessoa feliz e segura num look.

Dificuldades enfrentadas pelas mulheres curvilíneas

Com relação ao mercado, a indústria da moda, em geral, não se preocupa com a mulher curvilínea. Se ela for magra, poderá comprar um tamanho maior, que provavelmente poderá ser ajustado ao seu corpo. Se ela for plus size (normalmente a partir do tamanho 46, um verdadeiro absurdo!) muitas vezes terá que recorrer as lojas especializadas. Hoje em dia, é mais fácil encontrar modelos diferenciados, mas não há variedade e muitas vezes o material não é de boa qualidade e os preços, na maioria das vezes, são altos.

Algumas lojas de departamentos agora também têm sessão de grandes tamanhos e há as lojas on-line. Para essa modalidade de compra, a pessoa precisa estar com as suas medidas em mãos e observar bem, no site da empresa, a tabela de medidas, o material (composição) e a descrição da peça. Ficar atenta aos prazos de devolução, para não perder a compra, é outro requisito importante. Quase todas as empresas nacionais de comércio on-line são muito corretas e fazem o envio da mercadoria e a troca com eficiência. Com o tempo, é possível adaptar-se a numeração dessas confecções e entender melhor dos tecidos.

Observar nas lojas em geral, nas etiquetas, a composição daquilo que gosta, também é uma opção para desenvolver familiaridade com o assunto. Convenhamos, contudo, que isso é uma compra mais difícil e que leva um certo tempo (mesmo se não houver necessidade de troca). Outra alternativa, é recorrer a uma boa costureira, para que ela confeccione o que é realmente do desejo da pessoa. Principalmente, aquilo de que gosta muito, mas não encontra no seu tamanho. Para ter êxito nessa experiência, a costureira deve ser boa em modelagem, pois o corpo grande merece mais atenção. Há, contudo, muitas e excelentes profissionais. Pedir indicação às pessoas, é uma boa opção.

Preconceito, gordofobia e vitimização

Quanto ao tratamento da sociedade para com as plus sizes reais (não exatamente as curvilíneas), há muito preconceito: memes, piadas, risinhos, discriminação para conseguir um emprego… A gordofobia é uma realidade. Atualmente, principalmente com o movimento body positive, as “plus” estão ganhando um pouco mais de terreno e respeito, mas o processo é lento. Não se deixar vitimizar pelos padrões; verdadeira piração para muitas mulheres, até para as magras, pode vir a ser uma grande sacada. Compreender que isso é uma questão que não precisa ser absorvida, que diz respeito ao outro, e colocar-se com a naturalidade e o respeito que merece, vestindo-se de acordo com o seu estilo pessoal e adequadamente a cada ocasião, pode ser libertador.

Plus sizes não são diferentes, são gordas. Isto é aceitação, não precisa ser rebeldia, a menos que a pessoa queira. O que vale para si, quando verdadeiramente incorporado, é o que o outro assimila. Experienciar isso aos poucos, pode fazer uma grande diferença.

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