Conheça Mônica Aragão – candidata ao título a mais bela gordinha virtual 2020
Conheça Mônica Aragão – candidata ao título a mais bela gordinha virtual 2020

Conheça Mônica Aragão – candidata ao título a mais bela gordinha virtual 2020

Hey, Habib! Conheça Mônica Aragão, uma das candidatas ao título de A Mais Bela Gordinha Virtual 2020. O concurso conhecido por eleger a mais bela gordinha do Brasil, criado pela modelo plus size e produtora, Cláudia Ferreira, lançou a sua primeira versão virtual, adequando-se à situação de pandemia que estamos vivendo. As inscrições foram abertas em maio e já contam com mais de 20 candidatas, de diferentes estados do Brasil.

A final será dia 11 de Julho e a comissão julgadora são técnicos que avaliarão, por vídeo, as candidatas finalistas entre os dias 01 a 10 de julho. Na final, teremos duas categorias, sendo uma “A mais bela gordinha virtual”, tradicional e sênior, e “A mais bela gordinha fotogenia”. As vencedoras receberão faixa e coroa, em suas residências, além de premiações de parceiros do concurso. Conheça a candidata Mônica Aragão!

Sobre a candidata Mônica Aragão

Conheça Mônica Aragão – candidata ao título a mais bela gordinha virtual 2020
Conheça Mônica Aragão – candidata ao título a mais bela gordinha virtual 2020

Sou Mônica Aragão. tenho 39 anos e sou representante do Estado de São Paulo na categoria Sênior. Creio que a minha história não seja tão diferente de muitas mulheres que nasceram na década de 80 e que foram marcadas pelo machismo, moralismo, tanto dentro do seio familiar, como na escola (bullyng). Sem falar na pressão da sociedade, como um todo, para terem um ideal de padrão da beleza irreal para muitas de nós.

Hoje, posso dizer que sou o resultado de tudo o que vivi, do que foi bom e de todos os traumas que sofri. Digo, com muita tranquilidade, que luto diariamente contra transtornos, tais como: depressão, ansiedade generalizada e a síndrome do pensamento acelerado, além da compulsão e obsessão. Então, posso dizer que transitei nas duas extremidades: Magra e Gorda. Gorda e Magra.

Efeito sanfona. Quem nunca? Sempre fui 8 ou 80. A metade da minha vida fui magra usando manequim 36/38 foi até 42. Depois dos 23, comecei a engordar. Fui para o manequim 46. Aos 30 anos, cheguei na obesidade mórbida com quase 170kg e nem imaginava qual seria a numeração deste meu manequim.

Uma luta contra si própria na obsessão pelo padrão

Em 2012 fiz a tão famosa bariátrica, emagreci 80k. Maravilha, né? Em 2015, Fiz algumas plásticas reparadoras. Porém, eu retenho mais líquido do que o normal e o inchaço foi bem maior. O que me causou problemas com a cinta pós operatória. Deu efeito “garrote”, apertou muito, cortou e necrosou as duas partes internas das minhas coxas. Quando minha pele tinha sido regenerada por completo, comecei a passar mal.

Não parava de ir ao Pronto Socorro. Ninguém descobria o que era. Dores insuportáveis no abdome. Por fim, tive que fazer outra cirurgia de emergência, com o médico que fez minha bariátrica, pois o diagnóstico não era nada bom. Poderia vir a óbito. Eu tive obstrução intestinal e aderência. Graças a Deus superei mais essa.

No entanto, no início de 2018, perdi minha mãe para o câncer de traqueia/pulmão. Tive reganho de peso, muito considerável, de 30kg. Naquele momento, só me senti fracassada por ter perdido minha mãe e por ter engordado, ainda com bariátrica. Era a pior pessoa. Fiquei péssima. Não conseguia mais ir trabalhar, sair, conversar. Só queria chorar, dormir ou não, ficar isolada mesmo. Afinal, eu estava desmotivada. Sem chão. Numa depressão profunda.

Mas foi com passos de “formiga” que consegui me reencontrar. Foi neste momento tão terrível que consegui obter o autoconhecimento e reconhecer a minha realidade tal como ela é. Aceitar a minha estrutura física e parar de lutar contra. Hoje continuo a minha luta contra os transtornos, até digo que brigo comigo mesma, porque, o maior inimigo está dentro de mim: meus pensamentos automáticos que me assombram todos os dias.

Um trabalho gratificante…

O que tem me ajudado muito é um dos assuntos tratados (Os Componentes da Inteligência Emocional) nas minhas palestras motivacionais que foi uma solicitação da empresa contratante. Sou Assistente Social e Psicopedagoga Clínica e Institucional de formação. No momento, a minha atuação está mais focada na área de Educação para adultos, com a utilização do método de ensino da Andragogia.

Trabalho com treinamento, palestras motivacionais, contra o álcool e outras drogas e prevenção de acidentes de trânsito para motoristas carreteiros. É muito gratificante sentir que estou contribuindo, de alguma forma, para esta categoria que é não valorizada como deveria.

Eles carregam, de tudo, por todo o Brasil e, mesmo assim, não são reconhecidos. O que me remete a uma reflexão que faço, de que não precisamos esperar o reconhecimento dos outros. O que importa é que somos reconhecidos e valorizados por nós mesmos. O amor próprio é um processo longo e doloroso.

Ele perpassa pelo autoconhecimento, encara a autoaceitação e se reveste da autoconfiança, dando-lhe a segurança necessária pra você conseguir se ver como realmente é, por dentro e por fora, cada detalhe do seu corpo se torna especial. É uma beleza que não se limita e nem segue padrões, vem de dentro para fora. A essência da Mulher Real. Essa sou eu me amando.

O problema de uma sociedade gordofóbica

Penso que esta problemática, de gordofobia, está enraizada. Ou seja, É uma questão cultural que vem do lar. Desde crianças fomos educados a agirmos e pensar assim: que a pessoa gorda é feia. Que o gordo é motivo de “zoeira” na escola, em grupo de amigos e na própria família.

Que inclusive, só serve como ponto de “referência” pra indicar algo ou algum lugar. A solução é se reeducar. Voltar os olhos para si mesma e se enxergar com bons olhos. Se o fato de ser uma mulher gorda não te incomoda mesmo, você não deve aceitar regras e imposições alheias para seguir um padrão que não é o teu.

Acredito que todo agressor, que comete tais atos, a maioria, tem problemas de autoestima baixa e complexo de inferioridade. Com isso, sente a necessidade de humilhar e hostilizar o outro, para ter a ilusão de que é melhor que a pessoa que ele acabou de agredir. Mas eu diria ao agressor ou agressora (a): “eu não posso te mudar, mas você escolhe ser melhor do que é”.

Autocuidado e mensagem de incentivo

A necessidade de manter qualidade de vida, com hábitos mais saudáveis, tem sido um desafio para mim. Realmente preciso me preocupar mais em buscar à práticas de atividades físicas. Com o tempo, o corpo vai pedindo mais cuidados.

Preciso de disciplina, vencer a preguiça e foco para retomar aos hábitos de exercícios físicos, danças. Com os transtornos, luto (mãe), eu parei tudo e fui protelando. Hoje só pratico alongamento. Deixo uma mensagem para outras mulheres: “Ame-se; aceita-te como tu és e vire tendência”.

Hey, Habib! A Revista Oka apoia ações de empoderamento e representatividade feminina. Por isso, estamos disseminando esse concurso por mais um ano. Agora que você conheceu a candidata Mônica Aragão, que está concorrendo ao título de A mais bela gordinha virtual 2020, aproveite para ler sobre moda para mulheres plus size, CLICANDO AQUI!

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