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Quarentena divertida da Maria Clara - Uma história de empreendedorismo mirim
Quarentena divertida da Maria Clara - Uma história de empreendedorismo mirim

Quarentena divertida da Maria Clara – Uma história de empreendedorismo mirim

Hey, Habib! A pauta destaque na Revista Oka, mais uma vez, enaltece e dá protagonismo a uma menina super inspiradora. Dessa vez, convidamos a empreendedora mirim Maria Clara, de 10 anos, para, juntamente com sua mãe Andreia, contar um pouco da sua história e da criação da Quarentena divertida da Maria. Com a pandemia, muitas famílias precisaram fazer cortes para controlar as finanças.

Com a família de Maria Clara não foi diferente. Seus pais, Andreia e Juninho, que são animadores infantis, precisaram cortar despesas e uma delas foi o amado curso de teatro da Maria. Mas, ela teve a ideia de vender kits infantis para poder continuar com seu curso e o sucesso desse empreendedorismo mirim deu condições para seus pais retomarem o sustento do lar.

Quarentena divertida da Maria Clara - Uma história de empreendedorismo mirim
Maria Clara em sua entrega de kit com personagem – Foto: Arquivo Pessoal

O Cenário era um só: a pandemia

[Maria Clara] Meus pais sempre trabalharam com produção de teatro e eventos infantis. O cenário da empresa deles, na pandemia, era o pior possível, né? Já que, infelizmente, tudo ficou fechado e não podia ter aglomerações. Assim, no início da pandemia, eu e meus pais ficamos só dentro de casa assistindo filmes. Nessa hora, acabei me apaixonando por um filme chamado Joy: o nome do sucesso.

Nasce uma ideia em meio à inspiração

[Maria Clara] É a história de uma moça que vendia esfregão de limpar a casa e fez tanto sucesso que montou uma empresa de utensílios domésticos e ela ganhou muito dinheiro. Aí, eu perguntei pra minha mãe o que ela achava de eu vender slimes para as minhas amigas e ela deixou.

Comecei vendendo só para amigas da escola, que moram pertinho do meu bairro mesmo. Porém, elas fizeram propagandas e eu também fiz no Instagram da minha mãe e muita gente começou a comprar e querer.

Dificuldade para uns, oportunidade para outros

[Maria Clara]Quando eu comecei a vender os slimes eu pensei assim: “nossa! se eu vender muitos slimes eu consigo, eu mesma, pagar meu curso de teatro e não vou precisar pedir meu pai e minha mãe pra continuar pagando pra mim. Então, quando iniciou a pandemia, eles falaram comigo que iam ter que diminuir as despesas e me tirar de alguns cursos como os de teatro, inglês, ballet e jazz.

Nasce a Quarentena Divertida da Maria

Quarentena divertida da Maria Clara - Uma história de empreendedorismo mirim
Andreia, Maria Clara e Juninho – Foto: Arquivo Pessoal

[Maria Clara]Então, essa é a melhor parte (risos). No início, eu mesma tava vendendo, só os slimes, pra essas amigas, né? Aí uma delas me pediu pra colocar mais coisas, como massinhas, gessos, telas de pintura e tal. Eu amei a ideia e resolvi criar um kit e dei o nome de Quarentena divertida da Maria.

No início a ideia era para a criança ter atividades pra semana toda. Coisas tipo colorir, ler histórias, brincar com slime, com massinhas, pintar gesso, pintar tela e tal. Eu sempre sonhei em ter um canal no YouTube, ter Facebook, insta e várias redes sociais mas meus pais nunca deixaram. Me achavam muito nova. Aí, tudo que eu queria expressar, eu usava as redes sociais deles.

E não é que bombou?

[Maria Clara] Só que quando eu anunciei isso no insta deles, eu não esperava. Bombou de gente querendo comprar. Foi aí que minha mãe mãe deixou eu criar o insta pra vender as coisas, mas ela lê e olha tudo. Eu sou proibida de responder alguém sem ela ver antes quem é.

Assim, meus pais começaram a ver que tava dando muito certo as vendas e acharam melhor colocar os personagens da “comando produções” pra fazer as entregas. E aí não teve jeito. Bombou demais a ideia.
Já tem um tanto de gente copiando até em outros estados mas eu não ligo. Eu até gosto.

Repercussão, mídia e entrevistas: o pacote completo

[Maria Clara] Quando a moça do jornal, daqui de BH, ligou querendo falar com minha mãe eu gostei. Mas, quando eu ganhei uma viagem pra ir conhecer Aparecida eu fiquei até emocionada. Chorei. Fui conhecer a cidade e dei entrevista no programa da Abiane, que é maravilhosa. Até mando um beijo pra ela.

Na rotina familiar só mudou que agora minhas aulas online da escola estão a tarde toda, então eu tenho que ter horário pra postar as coisas no instagram. Minha mãe só deixa de manhã ou depois da aula. Ela fala que não posso atrapalhar os estudos. Mudou também que um tanto de gente me chama na internet, pede pra eu mandar beijo. Isso é muito legal. Eu to amando(risos).

Sobre as vendas, planos de crescimento e sonhos

[Maria Clara] Então, eu vendo kits de atividades artísticas de recrear com as crianças. Eu vendo eles pela internet mesmo. Mas, quem quiser buscar aqui na sede, onde meus pais guardam as coisas de festas, pode também. Aí tem que marcar com minha mãe.

Toda sexta, sábado e domingo meus clientes tem opção também de receber os kits pelos personagens da empresa dos meus pais. Isso foi uma ideia muito maravilhosa deles. Essa coisa de enviar pra todo Brasil tá vindo só agora sabe? Antes era tudo tão pequeno que eu nem pensava de vender pra fora de BH.

Mas agora a gente tá tendo que ver até no correio quanto fica pra enviar. Muitos estados estão me pedindo. Tenho planos futuros de criar o meu canal e falar nele sobre teatro. Ainda vou conseguir convencer minha mãe e meu pai.

A experiência de ser uma empreendedora mirim | Quarentena Divertida da Maria

[Maria Clara] Eu to amando, uai (risos). Sempre quis conseguir ter meu dinheiro. Esse dinheiro agora, que eu to juntando, vai dar pra voltar pro teatro e ainda consigo ajudar minha mãe e meu pai em algumas coisas em casa. Até pra comprar algum sanduíche pra mim, por exemplo, sem precisar pedir pra eles.

Então pra mim tá ótimo. Eu fico muito feliz de ter feito meus pais felizes com essa alegria de fazer eles voltarem a trabalhar com os personagens porque eu dei a ideia pra eles, eu amo.

Uma mensagem, do coração, para outras crianças

[Maria Clara] Olha, eu deixo a mensagem de que a gente tem que acreditar nos sonhos. Criança não pode trabalhar, é claro. Mas quando a criança faz uma coisa que ela gosta, ela não acha que está trabalhando se o pai e a mãe não obrigam ela a fazer. Então, tá tudo bem. Eu não faço obrigada a fazer.

Eu que quis, eu que tive a ideia e, graças a Deus, minha mãe deixou. Então, toda criança deve acreditar em tudo que quiser fazer. Tem que correr e pedir pro pai e pra mãe. Se eles acharem legal, eles vão ajudar e acreditar no sonho junto com elas.

Hey, Habib! Agora que você conheceu uma história de empreendedorismo mirim com a criação da Quarentena Divertida da Maria, CLIQUE AQUI para conferir mais uma inspiração de uma jovem empreendedora.

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